Depois de ser expulso da banda progressiva, pesada e psicodélica Hawkwind, por ter ficado retido nos EUA por porte de drogas em uma turnê do grupo ao país, o vocalista e baixista Lemmy Kilminster formou, em meados dos anos 70, o grupo Motörhead, gíria para viciados em anfetaminas, que era o nome de sua última música pelo antigo grupo, com Larry WalIis nas guitarras e Lucas Fox na bateria.Insatisfeito com os outros integrantes, que considerava muito ruins, Lemmy reformulou a banda chamando o baterista Philty ‘Animal’ Taylor e o guitarrista Fast Eddie Clarke, fazendo história com esta formação recebendo o título de “a mais barulhenta do mundo”. Seis anos mais tarde, o som criado pelo grupo passou a ser conhecido como trash metal.Seu primeiro disco chamou-se “On Parole” (76), ainda com Larry na guitarra. Depois, seguiram-se “Motõrhead” (1977) e o legendário “Overkill” (1978), que transformou o grupo em um dos mais cultuados da época, mantendo-os no topo do “European Hard-Rock-charts”.Neste ano o Motörhead emplacou o primeiro ‘hit’ na Inglaterra com “Louie Louie”, abrindo caminho para o enorme sucesso que viria depois. Caracterizado pelos vocais guturais, Lemmy logo tornou-se uma marca registrada do grupo, conquistando seus fãs com um som pesado, que agradou a “metaleiros” e punks.Com o mesmo nível dos álbuns anteriores, o grupo confirmou, através dos trabalhos seguintes, sua posição no cenário musical como um dos mais respeitados e queridos grupos de heavy metal. Assim foi com “Bomber” (1979), “Ace of Spades” (1980) e com o antológico “No Sleep Til Hammersmith” (1981).O ano de 1982 foi um dos piores para o Motörhead, que enfrentou a saída de Eddie Clark no meio de uma turnê que realizavam para o lançamento de “Iron Fist”. No seu lugar entrou Brian Robertson (ex-Thin Lizzy), quando lançaram “Another Perfect Day” (1983). Os problemas continuaram e o grupo foi obrigado a ficar três anos sem lançar nenhum disco, devido a desavenças com a gravadora. Dois anos depois, Philty Taylor e Robertson deixam o grupo e Lemmy tem que recomeçar praticamente do zero.Com Pete Gill na bateria, PhiS “Zoomster” Campbell e Wurzel nas guitarras, a banda voltou aos bons tempos lançando, em 1986 um dos mais famosos discos do grupo, o clássico “Orgasmatron”. Já refeitos da crise, lançaram “Rock And Roll” (1987), que marca a volta de Philty Animal às baquetas. Neste mesmo ano, gravaram a trilha sonora e atuaram no filme “Eat the Rich”, no qual Lemmy fez um dos papéis principais.Seguiram-se “No Sleep at AlI” (1988), “The Birthday Party” (1990) e “1916”, de 1991, responsável pela conquista de um status a altura da qualidade da banda, representando para os fãs e críticos um marco na desenvolvimento do potencial do grupo.Philty Taylor saiu pela segunda vez da banda em 1992, ano do lançamento do disco “March or Die”, seu último registro com o grupo, que passou a contar com a bateria de Mikkey Dee (ex-King Diamond e Don Dokken), antigo conhecido de Lemmy. O álbum seguinte foi “Bastards”. Após seu lançamento, o guitarrista Mick Wurzel abandonou a banda, que voltou a ser apenas um trio. Em 1996 lançaram “Overnight Sensation” e no primeiro semestre de 1998 saiu “Snake Bite Love.Comemorando os 25 anos da banda, em 2000, a gravadora editou uma coletânea dupla intitulada “Best of Motörhead”. Também foi registrado um show com várias participações especiais como a de Brian May, Doro, entre outros que saiu em DVD sob o título de “Boneshaker”, em 2001, além de um CD ao vivo gravado no Brixton Academy.No ano seguinte chega “Hammered”. Produzido por Bob Kulick (Meat Loaf, W.A.S.P.) e Bob Marlette em Los Angeles, o álbum é considerado pelos fãs um dos melhores de toda a carreira do grupo mostrando que, apesar do tempo, o trio Lemmy, Mikkey Dee e Phillip Campbell ainda estão em plena forma. Dee, aliás, gravou a bateria de “Rabbits Don’t Come Easy”, do Helloween, substituindo às pressas Mark Cross que teve problemas de saúde, ainda em 2002.A formação se manteve firme e a banda lançou mais dois álbuns ao vivo e os inéditos “Inferno” de 2004 e “Kiss of Death” de 2006, sempre seguidos de turnês com shows concorridos.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
BIOGRAFIA MOTÖRHEAD
Depois de ser expulso da banda progressiva, pesada e psicodélica Hawkwind, por ter ficado retido nos EUA por porte de drogas em uma turnê do grupo ao país, o vocalista e baixista Lemmy Kilminster formou, em meados dos anos 70, o grupo Motörhead, gíria para viciados em anfetaminas, que era o nome de sua última música pelo antigo grupo, com Larry WalIis nas guitarras e Lucas Fox na bateria.Insatisfeito com os outros integrantes, que considerava muito ruins, Lemmy reformulou a banda chamando o baterista Philty ‘Animal’ Taylor e o guitarrista Fast Eddie Clarke, fazendo história com esta formação recebendo o título de “a mais barulhenta do mundo”. Seis anos mais tarde, o som criado pelo grupo passou a ser conhecido como trash metal.Seu primeiro disco chamou-se “On Parole” (76), ainda com Larry na guitarra. Depois, seguiram-se “Motõrhead” (1977) e o legendário “Overkill” (1978), que transformou o grupo em um dos mais cultuados da época, mantendo-os no topo do “European Hard-Rock-charts”.Neste ano o Motörhead emplacou o primeiro ‘hit’ na Inglaterra com “Louie Louie”, abrindo caminho para o enorme sucesso que viria depois. Caracterizado pelos vocais guturais, Lemmy logo tornou-se uma marca registrada do grupo, conquistando seus fãs com um som pesado, que agradou a “metaleiros” e punks.Com o mesmo nível dos álbuns anteriores, o grupo confirmou, através dos trabalhos seguintes, sua posição no cenário musical como um dos mais respeitados e queridos grupos de heavy metal. Assim foi com “Bomber” (1979), “Ace of Spades” (1980) e com o antológico “No Sleep Til Hammersmith” (1981).O ano de 1982 foi um dos piores para o Motörhead, que enfrentou a saída de Eddie Clark no meio de uma turnê que realizavam para o lançamento de “Iron Fist”. No seu lugar entrou Brian Robertson (ex-Thin Lizzy), quando lançaram “Another Perfect Day” (1983). Os problemas continuaram e o grupo foi obrigado a ficar três anos sem lançar nenhum disco, devido a desavenças com a gravadora. Dois anos depois, Philty Taylor e Robertson deixam o grupo e Lemmy tem que recomeçar praticamente do zero.Com Pete Gill na bateria, PhiS “Zoomster” Campbell e Wurzel nas guitarras, a banda voltou aos bons tempos lançando, em 1986 um dos mais famosos discos do grupo, o clássico “Orgasmatron”. Já refeitos da crise, lançaram “Rock And Roll” (1987), que marca a volta de Philty Animal às baquetas. Neste mesmo ano, gravaram a trilha sonora e atuaram no filme “Eat the Rich”, no qual Lemmy fez um dos papéis principais.Seguiram-se “No Sleep at AlI” (1988), “The Birthday Party” (1990) e “1916”, de 1991, responsável pela conquista de um status a altura da qualidade da banda, representando para os fãs e críticos um marco na desenvolvimento do potencial do grupo.Philty Taylor saiu pela segunda vez da banda em 1992, ano do lançamento do disco “March or Die”, seu último registro com o grupo, que passou a contar com a bateria de Mikkey Dee (ex-King Diamond e Don Dokken), antigo conhecido de Lemmy. O álbum seguinte foi “Bastards”. Após seu lançamento, o guitarrista Mick Wurzel abandonou a banda, que voltou a ser apenas um trio. Em 1996 lançaram “Overnight Sensation” e no primeiro semestre de 1998 saiu “Snake Bite Love.Comemorando os 25 anos da banda, em 2000, a gravadora editou uma coletânea dupla intitulada “Best of Motörhead”. Também foi registrado um show com várias participações especiais como a de Brian May, Doro, entre outros que saiu em DVD sob o título de “Boneshaker”, em 2001, além de um CD ao vivo gravado no Brixton Academy.No ano seguinte chega “Hammered”. Produzido por Bob Kulick (Meat Loaf, W.A.S.P.) e Bob Marlette em Los Angeles, o álbum é considerado pelos fãs um dos melhores de toda a carreira do grupo mostrando que, apesar do tempo, o trio Lemmy, Mikkey Dee e Phillip Campbell ainda estão em plena forma. Dee, aliás, gravou a bateria de “Rabbits Don’t Come Easy”, do Helloween, substituindo às pressas Mark Cross que teve problemas de saúde, ainda em 2002.A formação se manteve firme e a banda lançou mais dois álbuns ao vivo e os inéditos “Inferno” de 2004 e “Kiss of Death” de 2006, sempre seguidos de turnês com shows concorridos.
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